Governo prepara encerramento da Linha do Tua
A Linha de Caminho de Ferro do Tua pode encerrar parcialmente. Quem o afirma é a Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino.
A responsável governamental sustenta essa possibilidade no índice percentual de ocupação diária que a linha possui, correspondendo a apenas 100 passageiros diários e a uma “utilização da capacidade disponível de 17%".
Ana Paula Vitorino referiu que a decisão do encerramento da linha do Tua está dependente dos resultados dos estudos que a REFER e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil estão a fazer sobre o acidente do passado dia 17 de Fevereiro, que provocou 3 vítimas mortais.
As recentes declarações da responsável governamental estão a cair mal entre os autarcas locais e no seio do Movimento Cívico pela Linha do Tua.
José Silvano, presidente da Câmara Municipal de Mirandela, é o principal defensor pela manutenção da estrutura ferroviária, afirmando que a "a decisão será sempre política e não técnica. Os relatórios que estão a ser produzidos não apontam responsabilidades nem à CP, nem à REFER, nem ao Metro, nem a ninguém. Não percebo que agora a secretária de Estado se escude nos inquéritos".
Silvano lembra ainda que a decisão governamental de encerrar a linha pode estar directamente relacionada com a intenção da EDP construir uma barragem junto à Foz do Rio Tua, o que submergirá a estrutura ferroviária até próximo do Cachão. “Logo no dia do acidente, eu disse que o Governo podia aproveitar esse acontecimento trágico para equacionar a hipótese de encerramento", sublinha o autarca, em declarações ao Jornal de Notícias.
Também para Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT), as afirmações da Secretária de Estado dos Transportes causaram alguma apreensão.
Em comunicado enviado à imprensa, o MCLT contrapõe ao valor de utilização da capacidade disponível de 17% na linha do tua, referido por Ana Paula Vitorino, os valores da taxa de ocupação do Metro do Porto e da Carris que, segundo refere aquele movimento cívico, é, respectivamente, de 14 por cento e de 22 por cento.
O MCLT exige a elaboração de um estudo claro e completamente isento e revela-se absolutamente contra a possibilidade do encerramento parcial desta linha ferroviária.
A responsável governamental sustenta essa possibilidade no índice percentual de ocupação diária que a linha possui, correspondendo a apenas 100 passageiros diários e a uma “utilização da capacidade disponível de 17%".
Ana Paula Vitorino referiu que a decisão do encerramento da linha do Tua está dependente dos resultados dos estudos que a REFER e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil estão a fazer sobre o acidente do passado dia 17 de Fevereiro, que provocou 3 vítimas mortais.
As recentes declarações da responsável governamental estão a cair mal entre os autarcas locais e no seio do Movimento Cívico pela Linha do Tua.
José Silvano, presidente da Câmara Municipal de Mirandela, é o principal defensor pela manutenção da estrutura ferroviária, afirmando que a "a decisão será sempre política e não técnica. Os relatórios que estão a ser produzidos não apontam responsabilidades nem à CP, nem à REFER, nem ao Metro, nem a ninguém. Não percebo que agora a secretária de Estado se escude nos inquéritos".
Silvano lembra ainda que a decisão governamental de encerrar a linha pode estar directamente relacionada com a intenção da EDP construir uma barragem junto à Foz do Rio Tua, o que submergirá a estrutura ferroviária até próximo do Cachão. “Logo no dia do acidente, eu disse que o Governo podia aproveitar esse acontecimento trágico para equacionar a hipótese de encerramento", sublinha o autarca, em declarações ao Jornal de Notícias.
Também para Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT), as afirmações da Secretária de Estado dos Transportes causaram alguma apreensão.
Em comunicado enviado à imprensa, o MCLT contrapõe ao valor de utilização da capacidade disponível de 17% na linha do tua, referido por Ana Paula Vitorino, os valores da taxa de ocupação do Metro do Porto e da Carris que, segundo refere aquele movimento cívico, é, respectivamente, de 14 por cento e de 22 por cento.
O MCLT exige a elaboração de um estudo claro e completamente isento e revela-se absolutamente contra a possibilidade do encerramento parcial desta linha ferroviária.

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