"Sim, somos Portugal"
As contestações às medidas tomadas pelo governo para esta região fazem-se sentir em quase todo o Nordeste Transmontano.
Desta vez a iniciativa partiu do presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, que juntamente com as quarenta e duas freguesias do concelho de Bragança, decidiram colocar 24 Horas sobre 24 Horas a bandeira nacional em todos os edifícios públicos do município e nas sedes das autarquias nas aldeias, para fazer lembrar ao governo central que esta região também faz parte de Portugal.
Esta tomada de posição tem a ver com a extinção de serviços de serviços de saúde, nomeadamente o encerramento de uma das maternidades do distrito: a de Bragança ou a de Mirandela.
Apesar destas medidas serem no seguimento dos protestos do seu homólogo de Mirandela, Jorge Nunes nega tratar-se de um despique e afirmou ontem à comunicação social que Bragança e Mirandela não estão a rivalizar pela manutenção do bloco de partos, e não tem conhecimento que a decisão deste processo já esteja em andamento, "Qualquer momento é oportuno para avançar com medidas", disse em jeito de justificação.
Após terem sido aprovadas em reunião de Câmara e depois de levadas à Assembleia Municipal e aprovada por maioria uma moção contra a extinção de serviços de saúde em Dezembro, foram tornadas públicas as medidas que a autarquia pretende levar a cabo.
Pela primeira vez o autarca de Bragança pediu publicamente a todos os cidadãos para participarem num cordão humano em torno do hospital, no próximo dia 10 de Junho contra o encerramento da maternidade local.
"Nós somos portugueses e também queremos ter direito à oportunidade de desenvolvimento que tem tido outras regiões do país", afirmava o edil enquanto enumerava os serviços que ao longo dos anos tem saído do seu concelho, tais como a linha do comboio, o quartel do Exercito, a diminuição de serviços públicos e de dezenas de escolas, e também o facto de Bragança ser o único distrito do país que ainda não foi contemplado nem com um metro de auto-estrada.
Jorge Nunes acusou ainda o Governo de estar a usar o processo de modernização da Administração Pública e o Plano Tecnológico para mais uma vez adiar serviços na região que é a mais empobrecida no país, defendendo que as medidas tomadas pelo governo, deviam ser no sentido de melhorar e reforçar os parcos serviços existentes.
"Sim, somos Portugal" é frase que consta nos cartazes que vão ser colocados no concelho de Bragança, em substituição dos cartazes que apelavam ao não encerramento da sala de parto local.
[31-03-2006] NN
Desta vez a iniciativa partiu do presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, que juntamente com as quarenta e duas freguesias do concelho de Bragança, decidiram colocar 24 Horas sobre 24 Horas a bandeira nacional em todos os edifícios públicos do município e nas sedes das autarquias nas aldeias, para fazer lembrar ao governo central que esta região também faz parte de Portugal.
Esta tomada de posição tem a ver com a extinção de serviços de serviços de saúde, nomeadamente o encerramento de uma das maternidades do distrito: a de Bragança ou a de Mirandela.
Apesar destas medidas serem no seguimento dos protestos do seu homólogo de Mirandela, Jorge Nunes nega tratar-se de um despique e afirmou ontem à comunicação social que Bragança e Mirandela não estão a rivalizar pela manutenção do bloco de partos, e não tem conhecimento que a decisão deste processo já esteja em andamento, "Qualquer momento é oportuno para avançar com medidas", disse em jeito de justificação.
Após terem sido aprovadas em reunião de Câmara e depois de levadas à Assembleia Municipal e aprovada por maioria uma moção contra a extinção de serviços de saúde em Dezembro, foram tornadas públicas as medidas que a autarquia pretende levar a cabo.
Pela primeira vez o autarca de Bragança pediu publicamente a todos os cidadãos para participarem num cordão humano em torno do hospital, no próximo dia 10 de Junho contra o encerramento da maternidade local.
"Nós somos portugueses e também queremos ter direito à oportunidade de desenvolvimento que tem tido outras regiões do país", afirmava o edil enquanto enumerava os serviços que ao longo dos anos tem saído do seu concelho, tais como a linha do comboio, o quartel do Exercito, a diminuição de serviços públicos e de dezenas de escolas, e também o facto de Bragança ser o único distrito do país que ainda não foi contemplado nem com um metro de auto-estrada.
Jorge Nunes acusou ainda o Governo de estar a usar o processo de modernização da Administração Pública e o Plano Tecnológico para mais uma vez adiar serviços na região que é a mais empobrecida no país, defendendo que as medidas tomadas pelo governo, deviam ser no sentido de melhorar e reforçar os parcos serviços existentes.
"Sim, somos Portugal" é frase que consta nos cartazes que vão ser colocados no concelho de Bragança, em substituição dos cartazes que apelavam ao não encerramento da sala de parto local.
[31-03-2006] NN

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