A gestão do novo Centro de Saúde de Torre de Moncorvo pode ser assumida pela autarquia local. O governo quis abrir esta unidade de Saúde em Janeiro passado, mas Aires Ferreira opôs-se a esta questão. Tudo porque o edifício nem sequer tinha ainda luz eléctrica. O autarca de Moncorvo apenas quer abrir o centro de saúde quando este possuir as condições mínimas tradicionais de um centro de saúde, como o próprio afirma.
Segundo Aires Ferreira, a gestão da nova infra-estrutura de saúde seria um desafio interessante, pois, pelo seu ponto de vista, “tudo o que corre mal é da responsabilidade da autarquia”. As valências que têm de estar asseguradas para que o centro de saúde abra são o ambulatório, o internamento e o atendimento permanente.
Contudo, no que respeita à questão do internamento há ainda algumas quezílias a resolver, pois o protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal de Moncorvo, a Santa Casa da Misericórdia e o Ministério de Saúde nunca chegou a Lisboa. Aliás, nunca terá passado da ARS do norte. Relembre-se que com este acordo, o internamento iria ficar mais razoável economicamente para o Ministério da Saúde. O problema com que se bate agora a autarquia de Moncorvo é a falta de enfermeiros e médicos, uma vez que infra-estruturas já existem e satisfazem as necessidades. Todas estas questões levam a autarquia de Torre de Moncorvo a apelar para si a gestão do centro de saúde da vila. Um edifício que custou cerca de um milhão e meio de euros, apoiado por fundos comunitários, e que luta ainda para colmatar a dívida de 500 mil euros que ainda tem contraída com o empreiteiro, uma vez que os apoios comunitários ainda não chegaram.
Miguel Midões [13-07-2005]
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