Partido Socialista "arrasa" gestão do PSD
A conta de gerência do município de Macedo de Cavaleiros foi alvo de alguma polémica suscitada em reunião de Câmara da passada quinta-feira, dia 21 de Abril. Os Vereadores eleitos pelo partido Socialista adiaram a discussão da conta de gerência municipal da responsabilidade do executivo de Beraldino Pinto por considerarem não ter tido acesso aos documentos fundamentais que permitem uma correcta análise ao estado das contas do município macedense. Segundo Camilo Morais, vereador da oposição, esse adiamento justificou-se porque “os vereadores do seu partido só tiveram acesso aos documentos no dia anterior, não tendo por isso tempo para uma análise séria e responsável para emitirem o seu parecer.”Por esse motivo a reunião foi adiada para ontem, dia 26 de Abril, tendo ficado marcada por uma declaração de voto dos socialistas em que se apontam os principais erros à gestão do último ano de exercício do executivo camarário.A oposição PS considera que “em relação às despesas correntes constata-se um aumento de cerca de 1.000.000 de euros (+ 11,3 %) em relação ao ano de 2003. Este aumento torna-se ainda mais gravoso quando comparado com o ano de 2001 que é cerca de 2.000.000 de euros (+ 28 %).
Esta diferença de cerca de 400.000 (quatrocentos mil contos) administrada por uma gestão responsável permitiria a execução de cerca de 4.000.000 (quatro milhões de contos) de obra. Note-se que o executivo anterior utilizava apenas cerca de 10 % do orçamento do Município para a realização das obras de então. ”, afirmam.As acusações do PS vão ainda mais longe, considerando que “este executivo inverteu em 2002 os valores que serão normais numa gestão responsável”, uma vez que “a despesa corrente deverá ser inferior à despesa do capital. Tanto em 2002 como no passado ano de 2004 esta situação inverteu-se sendo as despesas correntes maiores que as de capital em cerca de 16,2% e 11% ,respectivamente em 2002 e 2004. No corrente ano esta diferença é de 900.000,00 € ”. Consideram os socialistas que esta inversão reflecte a “incapacidade da Câmara Municipal para o investimento e o aumento de produtividade, consumindo a maioria dos seus recursos na própria gestão diária do Município”.Os recursos humanos são também alvo da crítica socialista, uma vez que se notam “algumas incongruências na justificação do aumento de despesas com o pessoal”, sublinhando que o valor dessas despesas “se encontram no seu limite”. O comunicado do Partido Socialista culmina com a questão da execução orçamental que comparam com anteriores anos civis: “ o ano de 2004 representa desde o ano de 2000 inclusive o pior ano quer em execução de receitas previstas e cobradas que corresponde a 62,49%, quer em despesa dotada / pagamentos que corresponde a 62,49%. Este indicador demonstra não só a falta de ambição do executivo como ainda a gradual degradação da sua capacidade de planear e agir”, concluem.Por todos os motivos aludidos os vereadores do Partido Socialista votaram contra o Relatório de Gestão referente ao exercício do ano de 2004. NN [27-04-2005]
Esta diferença de cerca de 400.000 (quatrocentos mil contos) administrada por uma gestão responsável permitiria a execução de cerca de 4.000.000 (quatro milhões de contos) de obra. Note-se que o executivo anterior utilizava apenas cerca de 10 % do orçamento do Município para a realização das obras de então. ”, afirmam.

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