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Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros reúne no Azibo
Publicado segunda-feira, 11 de abril de 2005 | Por: Notícias do Nordeste

O saldo final da Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros, que se realizou no Núcleo de Salselas, no Parque Natural do Azibo, foi a apresentação de uma moção conjunta entre os vários partidos da bancada que vai ser entregue ao Ministério do Ambiente.
Na mesa esteve em discussão a retirada de água da barragem do Azibo para abastecer as cidades de Bragança e Mirandela. Uma reunião onde estiveram presentes a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, a empresa “Água de Trás-os-Montes e Alto Douro”, e a empresa responsável pelo estudo dos impactos ambientais na albufeira, caso se venha a concretizar a canalização de água para o abastecimento público das duas cidades acima referidas.
A posição dos diferentes partidos da bancada foi unânime durante a assembleia, negando todo o apoio à solução provisória do Azibo. Inevitável para os presentes é a construção da barragem de Veiguinhas, um projecto que tem vindo a ser chumbado, ao longo dos anos, devido aos problemas de impacto ambiental que poderá causar a construção da barragem. A própria empresa “Água de Trás-os-Montes e Alto Douro” está a favor da obra de Veiguinhas, mas Tentúgal Valente, responsável da empresa, afirmou que “até à sua execução, há que encontrar soluções que, por uma eventualidade, irão passar pelo espelho de água macedense”.
A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros refuta esta posição, uma vez que o reflexo na variação dos níveis da água é bastante significativo. A empresa que realizou o estudo dos impactos ambientais afirma ser mais vantajoso o Azibo, e que estamos a falar de apenas uma descida mínima da quota, cerca de 30cm, que se vão notar nas margens da albufeira. No entanto, a autarquia macedense contesta este número, advoga que a solução é mais cara, e que o impacto será grande a nível paisagístico.
O edil macedense, Beraldino Pinto, foi ainda mais longe quando contestou o estudo que a empresa apresentou, pois este foi elaborado com valores superiores à quota actual. O estudo foi realizado com a quota mínima da albufeira, ou seja, 602 metros cúbicos, quando ela apresenta, neste momento, um valor inferior que ronda os 597,73. Números que, na prática, correspondem a 3,10 metros abaixo da quota normal.O outro entrave à saída da água da albufeira consiste no ainda maior adiamento que poderá vir a ser alvo a construção da barragem de Veiguinhas, no concelho de Bragança.
Miguel Midões[09-04-2005]

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