A última sessão da Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros foi animada por uma nova polémica, trazida agora a público pelos responsáveis locais do Partido Socialista.
O aparelho de Tomografia Axial Computorizada (TAC), inaugurado pelo então Ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, pertence a uma empresa privada com a designação de Instituto de Radiologia de Bragança (IRB), Lda.
Segundo noticia o Jornal Nordeste, “aparentemente, a empresa tem origens bragançanas mas, de facto, foi constituída na Conservatória do Registo Comercial de Viana do Castelo a 2 de Janeiro do ano passado” sendo um dos seus sócios “João Carlos Alves Costa, um médico bem conhecido na região de Bragança e ligado ao Hospital Privado de Viana do Castelo”.
Na última sessão da Assembleia realizada na Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, os deputados do PS questionaram as vantagens que poderão advir do aluguer de um aparelho de TAC a uma empresa privada, sem que contudo tenham obtido qualquer resposta satisfatória.
O aparelho foi colocado no Hospital Distrital de Macedo de Cavaleiros (HDMC) em regime de contratação de serviços, e apesar de possuir uma boa qualidade, permitindo a obtenção de imagens tridimensionais, não se entende, segundo Acácio Espírito Santo, deputado local do PS, “quais são as vantagens e as desvantagens de ter uma máquina no hospital em regime de out-sourcing”, pelo que se interroga “ se é lucrativo para um privado, porque não o é para o hospital e para o Estado?”.
Os socialistas vão ainda mais longe, considerando que toda esta questão foi omitida e é prejudicial para os interesses locais. Questionam ainda porque é que o Hospital Distrital de Macedo de Cavaleiros comprou outros equipamentos ao abrigo do programa Saúde 21, e não comprou o aparelho de TAC.
Em declarações ao Notícias do Nordeste, Camilo Morais, candidato à autarquia de Macedo nas próximas eleições autárquicas, considera que “todos os macedenses foram enganados. Imaginaram um equipamento que pertenceria a todos, mas afinal é privado”. A ironia, segundo Camilo Morais, reside no facto de Mirandela ter sido contemplada com uma ressonância magnética pública. “ Afinal o Secretário de Estado ou não se entendia com o Presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, ou Mirandela tem mais força”, conclui.
[03-03-2005] L.P
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